Seus atos valem muito mais que palavras

Segunda-feira, 01 de Agosto de 2011

 

A biografia do prêmio Nobel da Paz de 1964 em plena era da segregação racial no maior país democrata em pleno século XX.A trajetória de um homem negro vivenciando os horrores da era negra na história dos Estados Unidos da América.Uma vida curta, apenas 39 anos (1929 / 1968), mas a dedicou numa luta diária de libertação humanitária e de diretos civis iguais.


Filho de um pastor batista cresceu na parte mais radical do segregacionismo, o sul dos Estados Unidos em Atlanta.
Praticamente deu continuidade a luta que seu pai já vinha desenvolvendo. Só que ao invés de ficar atrás de um púlpito como seu pai, Martin Luther King sentiu um forte apelo para protestar em atos e palavras, mas sem violência, pois não via como a igreja pudesse ajudar os negros a conquistarem seus direitos.

Assim foi que aos 15 anos ingressou na universidade para se formar advogado, mas logo percebeu que precisaria ser muito mais que um bom advogado para chegar ao coração dos homens.

E em 1947 aos 17 anos ingressou em um seminário para concluir seus estudos teológicos, e justamente neste ano houve a independência da Índia. Ficou fascinado pela historia de luta de Gandhi e isto muito o comoveu. Também neste ano foi ordenado pastor na igreja de seu pai, mas só aos 25 anos (1954) é que assumiu o lugar do pai e no ano seguinte tornou-se Doutor em Teologia.

E foi justamente neste ano no dia 1º. de dezembro que ocorreu o “Milagre de Montgomery”quando Rosa Parks uma mulher negra muita ativa, se negou a ficar de pé no ônibus ( tinha que dar lugar a um homem branco) e isto deu inicio a luta a pelos direitos civis dos negros á nível nacional. As consciências adormecidas se despertaram e em 1957 o Reverendo Martin Luther King já era uma figura de projeção nacional, tanto que Revista Time publicou uma matéria de capa sobre ele. Além de pastor era presidente e fundador da Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC) e tinha dois empregos.

Neste ano ocorreu sua prisão de maneira tão arbritária como era de costume, tendo sido julgado foi condenado a pagar 10 dólares ou passar 14 dias na prisão. Ele optou em ficar na cadeia e pediu permissão para preparar uma declaração, o juiz lhe concedeu. King fez longo ataque ao preconceito racial.

Em seguida publicou um livro “A Caminho da Liberdade: a História de Montgomery” e percorreu o país para promovê-lo. Em 1960 King teve que tomar uma decisão muito difícil abandonar o sacerdócio e se dedicar exclusivamente a SCLC. Fazia palestras em universidades aos alunos negros e os incentivava a criar suas próprias entidades representativas e isto se alastrou. Era ano também de eleições e após a vitória de Kennedy foi recebido pelo novo presidente, sai decepcionado e compreendeu que era hora de lutar e não esperar pelos políticos. O ativismo entra em plena ação, mas muitos incidentes se sucederam, ônibus incendiados, processos judiciais, muito passeatas de protesto.

O Dr. King foi preso várias vezes injustamente. No dia 3 de abril de 1963, King tornou público o "Manifesto Birmingham" e viajou 500mil km e fez 350 conferências, muitas manifestações e passeatas ocorreram, mas com poucos resultados objetivos para os negros.

E em 1964 recebeu o prêmio Nobel da Paz. A Lei dos Direitos Civis, que garantia a integração das escolas e locais públicos foi assinada e King achou então que era hora de falar sobre uma lei sobre do voto do negro. O que foi aprovada em 1965, após muitos confrontos nas ruas, então passou a lutar para conseguir empregos e ajuda para os pobres. Surgiu então a Operação Cesta de Pão que foi liderada em Chigaco pelo pastor Jesse Jackson.

Mas chegou o ano de 1967 e o governo americano estava mais preocupado com a Guerra do Vietnã do que os seus negros pobres.

Em uma igreja em Nova York King fez um discurso contra a guerra e o Presidente Johnson ficou terrivelmente indignado. Isto não o desanimou pelo contrário pensou em organizar uma Marcha dos Pobres a Washington.

A marcha foi marcada para Junho 1968 e passou meses fazendo planos e recrutando pessoas.

 

Mas estourou um conflito entre policiais e garis e lixeiros da cidade de Memphis, pois as autoridades locais não reconheceram o sindicato e as reivindicações dos trabalhadores negros, então entraram em greve e houve muito confronto. 
Martin Luther King foi chamado para contornar a situação, contrariando seus assessores foi para lá. 
No dia 4 de Abril de 1968 na sacada do hotel em que estava, Dr. King foi atingindo mortalmente com um tiro no rosto. Seu funeral foi acompanhado por mais 60mil pessoas e no seu epitáfio está gravado:
Livre, finalmente, livre 
Graças a Deus Todo-Poderoso 
Estou livre finalmente”.



publicado por o escriba às 23:15

De João Sá a 5 de Agosto de 2011 às 16:25
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